Roberto Luiz Justus, o “Barão da Comunicação Brasileira”, auto-intitulado o maior publicitário do Brasil e “almirante da canoa furada” que foi sua Brainers TV, iludindo aproximadamente 20 jornalistas, a mim e à Band, divulgou neste final de semana patética e assustada nota oficial para todo o lado, considerando-se seu altíssimo poder econômico. Eu, Milton Neves, só tenho o meu sitezinho, mas aqui você lê o que tem a dizer meu grande advogado José Carlos Costa Netto.
1. – As obrigações contratuais pendentes com Milton Neves, de responsabilidade da Brainers/Justus são notórias (não somente entre as partes mas com larga difusão pela imprensa). Tudo está bem documentado na inicial. Ele não pode alegar agora, portanto, que desconhecia esse fato.
2. – Está fartamente documentado nos autos do processo (com gravações e transcrições de declarações e confissão do próprio Justus em programas de televisão) que a razão de ele “abortar” (palavras dele) o projeto Brainers era devido a “conflito de interesses” (e não pretensa “inviabilidade financeira e operacional”, como alega agora). A obrigação de Milton Neves rescindir seu contrato com a Rede Record de Televisão decorreu direta e unicamente de exigência contratual da Brainers, conforme documentado na petição inicial da ação, que (no mês seguinte à saída de Milton Neves da Record) abandonou o projeto. A responsabilidade da Brainers/Justus em relação a isso é, portanto, inafastável.
3. – A liquidação da Brainers foi irregular pois deixou de incluir, no mínimo, a principal pendência obrigacional de sua responsabilidade (justamente a existente com o apresentador Milton Neves).
4. – Clodoaldo Araújo recebeu e aceitou, em início de outubro do ano passado, 49% da quotas sociais da Brainers Participações (e a qualificação de “sócio administrador”) e assinou, também, o distrato de dissolução da empresa (apenas 20 dias depois), como documentado e registrado junto à JUCESP – Junta Comercial do Estado de São Paulo. Acrescente-se que quinta-feira (19.02.2009), na coluna do jornalista Daniel Castro, no jornal “A Folha de S. Paulo” ele próprio (Clodoaldo) declarou que “a Brainers fechou porque eles (Justus e Clodoaldo) decidiram investir em outra empresa, do ramo do aço”. Ou seja, o prórpio Clodoaldo declarou que teve – sim – participação na decisão de dissolver a empresa.
5. Roberto Justus ainda não foi “oficialmente notificado pela justiça” (sic) pois a ação de reparação de danos ajuizada na última 6a. feira, dia 13, e distribuída na última segunda feira, dia 16, para a 6a. Vara Cível da Capital (SP) ainda está em fase de autuação em cartório (não houve ainda o despacho do MM. Juiz determinando a citação dos réus).
Assinado:
José Carlos Costa Netto.
Agora, o comunicado do Justus.
Pessoas, políticos e empresas quando se vêem complicados sempre começam com esse negócio de “comunicado”… Calma, senhor Justus, será que finalmente não apareceu alguém para “aparar” o seu topete? Também fica se arriscando como “aprendiz de aventureiro televisivo”… Aí, dá nisso!
Em respeito à opinião pública, às autoridades e à mídia a propósito de noticiário sobre ação judicial contra mim movida pelo apresentador Milton Neves, desejo esclarecer:
1. A ação é injusta porque não tenho nenhum débito com o apresentador em questão.
2. O cancelamento do projeto ocorreu por inviabilidade financeira e operacional, não tendo eu nenhuma responsabilidade pela saída do apresentador da Rede Record para a TV Bandeirantes.
3. O procedimento de liquidação da Brainers, empresa da qual eu era sócio-administrador, ocorreu dentro da mais absoluta legalidade, não havendo nenhuma pendência, como aponta o noticiário, citando o apresentador.
4. Clodoaldo Araújo, vencedor de “O Aprendiz 5″ e meu sócio em outro projeto, não teve nenhum envolvimento com a produtora nem na decisão de liquidá-la. Daí carecer de algum fundamento a acusação constante no noticiário, também tendo como fonte o apresentador.
5. Embora não tenha sido oficialmente notificado pela justiça, decidi fazer este esclarecimento público em defesa da restauração da verdade dos fatos, que é o alicerce maior do julgamento tanto da justiça como da opinião pública. Se há uma evidência histórica que marca a minha carreira de mais de três décadas, é que sempre respeitei os contratos firmados e jamais o meu nome esteve envolvido em nenhum episódio desabonador. Como tenho a consciência de que a verdade está ao meu lado, estou convicto de que os fatos falarão mais alto na imprensa e na justiça e que o tempo, senhor da razão, irá iluminar a face real deste triste episódio.
Roberto Justus
Segue o Comentário de Milton Neves
Fora o que já escreveu lá em cima o meu advogado, permito-me apenas uma perguntinha das mais fáceis: Alguém em sã consciência “pediria” demissão da querida Record com contrato em plena vigência para ficar desempregado?Hahahahahahahahahahahahahahahaha. Noooooooossssssssssaaaaaa, senhor Justus, que patéééééticoooooooooo. Ah, leiam agora o que enviei no início da tarde de sexta-feira para o “Painel do Leitor”, da Folha de S. Paulo. O que não quer dizer que a Folha no sábado irá publicar. O critério é dela.
Senhor editor Tedesco, por favor, como todos os lados foram publicados, menos o meu, sobre assunto que me diz respeito, solicito dar no “Painel do Leitor”: Roberto “In” Justus, “fraudador”? Não, mas com certeza traidor da carreira de cerca de 25 jornalistas que contratou, abandonou e sub-indenizou, do bolso de outros quatro jornalistas que também atenderam sua megalomania chamada Brainers TV e nada recebendo, de meu então notável contrato com a Record (ainda com pendências), da grade-2008 da Band, de minha expectativa profissional obsessivamente também garantida por sua palavra e até da imagem do bispo que o emprega e que tanto desdenhava em reuniões em sua Young & Rubicam. Mas, pelo menos, agora estamos livres na TV brasileira do programa “O Aprendiz de Aventureiro Televisivo – 2″! E eu e meu filho não precisaremos jamais voltar a ouvir de um certo “cantor”: “My Way? Ah, o Frank Sinatra também não era tudo aquilo, não”! (rs) E, ó, Justus, no seu próximo comunicado -pô, tem que ser na primeira página, hein?- vê se combina melhor com seu sócio pelo menos o tempo do verbo. Assustado e com pressa, você acabou colocando algo aí em cima que o simpático Clodoaldo já tinha declarado diferente. Já pensou se acontecer isso lá no Fórum? Xiiiiiiiii… Treine mais, Justus! Mas a gente não pode culpar seu jovem e solidário sócio, afinal Clodoaldo fora de série mesmo era o meu amigo do Santos e da Seleção Brasileira de 1970. E, raciocine, senhor Justus: eu sou pequenininho, mas macho e verdadeiro. E torça para que a Band não mexa um só dedinho contra o senhor. Ela é muito grande e correta. E se fizer pequeno movimento você estará “frito”. Comemore se ela esquecê-lo, mas eu jamais o esquecerei. Então, Justus, até o Fórum, e lá não deixe de falar cara a cara, o que você falava em sua sala de reunião, lá na Young, do bom Honorilton (já contei para ele!) e dos bispos da Record, hein? Espero lá na João Mendes três deles, sempre corretos. E o R.R. Soares também vai, viu? Será convidado. Bom carnaval, injustíssimo Roberto Justus.
Blog Multigolb não tem responsabilidade do que foi dito nesta nota, apenas estamos mostrando os fatos, em nenhum momento colocamos nossa opinião, tudo isto foi dito pelos advogados e Apresentador Milton Neves, e o Empresário/Apresentador Roberto Justus.
Postado por Cleberson