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Posts Tagged ‘Sequestro em Santo André’

Pai de Eloá é preso em sítio em Alagoas

28/12/2009 Comentários desligados

Everaldo Pereira foi condenado a 33 anos de prisão por morte de delegado.
Eloá foi sequestrada e morta pelo ex-namorado em Santo André, em 2008.

Do G1, em São Paulo, com informações da Gazetaweb.com

Prédio onde Eloá foi mantida refém por cerca de 100 horas (Foto: Carolina Iskandarian/G1)

Prédio onde Eloá foi mantida refém por cerca de 100 horas (Foto: Carolina Iskandarian/G1)

Policiais civis de Alagoas prenderam, na tarde desta segunda-feira (28), Everaldo Pereira dos Santos, pai da menina Eloá Cristina Pimentel, 15 anos. Ele estava foragido e foi encontrado em um sítio nas imediações de um conjunto habitacional, em Maceió.

Eloá foi sequestrada e morta pelo ex-namorado, Lindemberg Alves Fernandes, de 22 anos, no dia 17 de outubro de 2008, dentro de um apartamento em Santo André, no ABC.

Segundo a polícia, ele foi levado para a sede da Polícia Civil, onde deve prestar depoimento.  Mesmo foragido, o ex-militar, acusado de integrar a Gangue Fardada, foi condenado, em novembro deste ano, a 33 anos de prisão por envolvimento no assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa.

O crime ocorreu em outubro de 1991, época em que o delegado investigava um crime ocorrido na Unidade de Emergência e que tinha como principal suspeito o grupo ligado ao ex-tenente coronel PM Manoel Cavalcante.

Morte de Eloá

Os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo negaram, em 15 de dezembro, o recurso impetrado pela defesa de Lindemberg Alves Fernandes, para anular a sentença do juiz de Santo André, que leva o réu a júri popular.

Desse modo, Lindemberg, acusado de sequestrar e matar a ex-namorada Eloá, será mesmo julgado por um júri composto por pessoas comuns. A informação é da assessoria de imprensa do TJ. A data do julgamento, no entanto, ainda não foi marcada.

Foi o juiz José Carlos de França Carvalho Neto, da Vara do Júri e Execuções Criminais de Santo André, quem decidiu no dia 8 de janeiro que Lindemberg Alves, de 22 anos, iria a júri popular pela morte de Eloá.

O crime

Nayara Silva, Eloá Cristina Pimentel, e mais dois adolescentes foram feitos reféns por Lindemberg no dia 13 de outubro do ano passado em um apartamento em Santo André. Os dois jovens foram libertados no mesmo dia e as duas meninas seguiram no apartamento. Nayara deixou o local no dia 14, mas retornou no dia 16 após uma tentativa frustrada de negociação. No dia seguinte, a polícia invadiu o apartamento e as duas acabaram baleadas. Eloá, que era ex-namorada de Lindemberg, morreu atingida por dois tiros.

Ele irá responder por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), duas tentativas de homicídio (contra Nayara e um sargento da Polícia Militar), cárcere privado e disparo de arma de fogo.

Testemunhas

Em janeiro, a estudante Nayara Silva, de 15 anos, foi a primeira a ser ouvida pelo juiz que determinou que Lindemberg fosse a júri popular. Durante o depoimento de quase duas horas, ela respondeu todas as perguntas feitas. Manteve o discurso que deu à polícia sobre o motivo do sequestro. “Ele entrou [no apartamento] para matar a Eloá. Não admitia que ela não o aceitasse de volta”, teria dito a menina, segundo o Tribunal de Justiça.

As testemunhas de defesa, vizinhas e amigas da família dele, disseram desconhecer histórico de violência por parte do réu contra a ex-namorada Eloá.

fonte: g1

Nayara diz que não perdoa Lindemberg pela morte de Eloá

03/11/2008 Comentários desligados

Nayara Silva não quer voltar para a escola e diz que tem medo de um dia reencontrar Lindemberg. Na tarde de sábado (1º), a adolescente falou ao Fantástico sobre os quatro dias em que esteve à mercê de um jovem frustrado e violento.

A testemunha-chave do seqüestro que chocou o Brasil revela o que aconteceu dentro de um apartamento em um conjunto habitacional de Santo André, no ABC. Ela diz que desde o começo Lindemberg afirmava que tinha propósitos definidos. “Ele falava que tinha entrado ali para matar a Eloá e se matar”, conta.

A adolescente diz que Eloá propôs reatar o namoro, mas Lindemberg não aceitou. “Ele dizia: ‘você vai voltar comigo por medo, e eu não quero isso’. Falava: ‘eu não quero mais ficar com você. Eu vim aqui para te matar e eu vou te matar”, afirma.

Segundo Nayara, Eloá apanhou do ex-namorado e, apesar das agressões, o jovem tinha alterações repentinas de humor e tentava beijar a ex-namorada. Nayara diz que as tentativas de aproximação e de intimidade não foram além.

Após o pedido das jovens, os dois amigos que estavam no apartamento foram liberados ainda na segunda-feira (13). Nayara diz que ela foi libertada no dia seguinte após contar para Lindemberg que não encontrava o pai havia um ano.

“Aí ele ligou e conversou com o meu pai e falou que ia dar uma segunda chance pra ele. Que ele ia me libertar e ele ia ter chance de ser meu pai de verdade”. A adolescente diz que a libertação não tinha relação direta com o corte da eletricidade do apartamento, segundo o seqüestrador.

Volta ao cativeiro

Libertada, a adolescente prestou depoimento e voltou para casa, onde foi buscada no dia seguinte. Lindemberg exigia que Nayara e Douglas, irmão de Eloá, fossem até o prédio. Era uma condição para o fim do seqüestro, que já durava quatro dias. “Não sei se eu queria ir. Mas eu não discuti”, relembra.

A amiga de Eloá conta que nenhum policial pediu autorização a sua mãe para que ela retornasse ao local. Conta também que não foi orientada para evitar aproximação. “Pelo menos que tivesse aconselhado. Dado algumas dicas, tipo ‘se ele começar a falar para você se aproximar, você não se aproxima. Tenta recuar’, alguma coisa desse tipo, não é?”, lembra a adolescente

Ela lembra ainda que não foi alertada para a possibilidade de Lindemberg não cumprir com o que tinha combinado. “Eu acho que eles deveriam ter cogitado essa hipótese, porque ele falou muita coisa e não cumpriu, né?”, disse.

Com a amiga sob ameaça de uma arma, ela acabou entrando no apartamento. Naquela noite, Eloá teve uma crise nervosa. “Ela começou a gritar e pedir a ele para matar ela, matar ela (sic). Aí ele pegou e apontou a arma pra mim. Aí como ela não parava de gritar, ele me deu dois tapas no rosto. Mas foi tapa leve, mais para assustar ela do que para me machucar. Foi onde ela começou a se acalmar”, disse.

Barbie

Horas depois, Eloá e Lindemberg voltaram a discutir. Nayara fingia que dormia, e ouviu Lindemberg dizer que mataria a “Barbie”, a culpada pela separação. “Barbie” é o apelido de Nayara.

Na opinião da adolescente, o dia mais calmo no cativeiro foi a sexta-feira, quando ocorreu o desfecho do seqüestro. “Porque ele estava garantindo que ia sair todo mundo”.  Horas antes do fim trágico, Lindemberg mandou as meninas se agasalharem, porque elas seriam libertadas naquela tarde.

“Aí ele já falou: ‘Eu não vou sair. Só vocês duas vão sair’. Aí ele já começou: ‘Vai Eloá, desembucha. Quem tirou você de mim? Foi a Barbie? Foi a professora?’ A professora, no caso, é minha mãe”, disse. Segundo ela, Lindemberg buscava alguém para culpar pelo fim do relacionamento.

Pouco tempo depois, o seqüestrador conversou com o negociador pelo telefone, colocou a mesa para travar a porta do apartamento e houve a explosão. Nayara diz ter certeza de que Lindemberg não fez qualquer disparo minutos antes da invasão.

As 100 horas de seqüestro terminaram com Lindemberg preso e Eloá morta em conseqüência do tiro que recebeu na cabeça, além de outro na virilha. Nayara recebeu um tiro no rosto, passou por cirurgia e se recupera do trauma longe de Santo André. Diz não sentir raiva de Lindemberg, mas tem medo e diz não perdoá-lo pela morte da amiga.

“Eu não tenho raiva. Eu só não perdôo ele pelo que ele fez com a Eloá. Não por ele ter atirado em mim, mas por ele ter tirado a vida de uma pessoa maravilhosa. Ele pode ficar 30 anos na cadeia. No dia em que eu souber que ele vai sair, pode-se dizer que eu vou estar morrendo de medo”, disse.

Análise das declarações

A Polícia Militar de São Paulo informou que vai solicitar à Rede Globo a íntegra da entrevista de Nayara, para análise de suas declarações. A Polícia informou também que todos os esclarecimentos sobre o episódio já foram prestados pelos policias do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) nos dois inquéritos policiais – civil e militar – que apuram as responsabilidades sobre o caso de Santo André.

Fonte: Rede Globo

Essas Declarações com certeza esclarecem alguns fatos que ainda não haviam sido esclarecidos, essa entrevista foi dada a Rede Globo para o Fantástico, quem quiser assistir ao Video da Entrevista basta entrar em http://www.globo.com

A Tv Globo foi Muito bem na entrevista, não fez sensacionalismo nem nada, claro que a entrevista subiu audiência do Fantástico, mais mesmo assim essa entrevista termina de esclarecer e tirar dúvidas sobre o que faltava do Sequestro, pelo menos essa é a minha opinião.

Postado por Cleberson

‘Ela está confusa’, diz comandante da PM sobre Nayara

23/10/2008 Comentários desligados

O comandante da Tropa de Choque de São Paulo, Eduardo Félix, reafirmou na noite desta quarta-feira (22) que confia na versão de sua tropa de que houve tiro antes da invasão do apartamento no ABC e colocou dúvidas sobre a versão de Nayara Silva, adolescente que estava no local.

“Ela estava lá como vítima, em um local de crise”, disse. “Está confusa, e [pode] não entender esse exato momento”, completou.

O comandante fez a afirmação após a divulgação de detalhes do depoimento de Nayara, realizado nesta quarta em um hospital de Santo André. O conteúdo contradiz a versão do Gate e de vizinhos ouvidos pela polícia. “O Gate [Grupo de Ações Táticas Especiais] é altamente qualificado e tem a minha confiança. A ação foi provocada pelo disparo. Nós não tínhamos a intenção de invadir por uma questão técnica: não sabíamos onde estavam as reféns”, declarou.

Ainda sobre a versão de Nayara, ele diz que agora aguarda provas técnicas. “Existem laudos técnicos que darão todas as respostas.” E acrescentou: “respeito o depoimento da Nayara, assim como respeito o depoimento dos policiais”, afirmou.

O comandante da Tropa de Choque ainda aproveitou para refutar as críticas à ação da polícia. Para Felix, algumas pessoas estão aproveitando para se vender na mídia. “São pessoas que tentam se aproveitar de mídia gratuita para o seu comércio, para as suas aulas, e tentam denegrir a imagem do Gate. Isso é inadimissível”, disse.

Não houve tiro, diz Nayara

A jovem declarou à polícia que não ouviu nenhum disparo no apartamento onde era mantida refém minutos antes da invasão, de acordo com o delegado seccional de Santo André, Luiz Carlos dos Santos.

A jovem relatou que Lindemberg fez um disparo em direção ao teto entre 15h e 16h de sexta, em “um momento de nervosismo”, ainda segundo o delegado. Depois da invasão, ela se recorda de dois tiros, mas não relatou nenhum outro ocorrido instantes da ação policial. “Hoje, a Nayara afirmou taxativamente que não houve esse tiro”, disse o delegado seccional.

O coronel Eliseu Leite de Moraes, da Polícia Militar, disse que todas as circunstâncias da invasão serão apuradas. “Isso [o tiro] por si só não é o fator primordial. O que determina uma invasão é um risco insuportável e uma possibilidade de sucesso. A finalidade da PM é trazer a verdade e nós também queremos saber o que exatamente aconteceu”, afirmou.

Nayara foi ouvida pelo delegado responsável pelo caso, Sérgio Luditza, e pelo promotor Antonio Nobre Folgado. Psicólogos, integrantes do Conselho Tutelar, a mãe da jovem e o advogado contratado pela família, Ângelo Carbone, acompanharam o depoimento.

Fonte: Globo

Postado por Cleberson

Coronel e promotor minimizam importância de tiro para invasão do Gate

23/10/2008 Comentários desligados

O fato de ter havido ou não um disparo antes da invasão dos homens do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar ao apartamento onde Lindemberg Alves, de 22 anos, mantinha duas reféns, na sexta-feira (17), é considerado irrelevante tanto pelo coronel Eliseu Leite de Moraes como pelo promotor Antônio Nobre Folgado.

O primeiro irá presidir o inquérito policial militar (IPM) que investigará a operação, e o segundo deverá apresentar a denúncia contra Lindemberg ao término do inquérito conduzido pela Polícia Civil de Santo André, no ABC.

Nayara Silva, de 15 anos, declarou em depoimento à polícia nesta quarta-feira (22) que não houve um tiro no apartamento onde era mantida refém por Lindemberg Alves, minutos antes da invasão, de acordo com o delegado seccional de Santo André, Luiz Carlos dos Santos.

Na ação, Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, ex-namorada de Lindemberg, e Nayara foram baleadas. Eloá teve a morte cerebral decretada na noite de sábado (18) pelos médicos que a atenderam no Centro Hospitalar Santo André.

Para o coronel Eliseu, o “tiro por si só não é o fator primordial” para avaliar se houve erro ou acerto na conduta dos policiais do Gate. “Nós, por enquanto, não vemos nenhuma falha. A finalidade do inquérito é dar transparência para que todos saibam exatamente o que aconteceu”, disse.

Segundo o coronel, há a possibilidade de Nayara ter se confundido. “Tudo indica que o Lindemberg deu três tiros depois da explosão, mas ela disse que ouviu apenas dois. Veja como há uma diferença nos depoimentos”, acrescentou. Ele não quis antecipar qualquer possibilidade de sanção aos policiais que atuaram no caso. “Se for comprovado qualquer erro, pensaremos nas medidas a serem adotadas”, disse. O IPM deve durar 30 dias. Se for necessário, pode se estender por mais 90.

O promotor Antônio Nobre Folgado, que acompanhou o depoimento de Nayara nesta quarta, disse, por sua vez, que o fato do tiro ter sido dado antes ou não “não tem a menor relevância para o inquérito”. “A ação da polícia foge do meu âmbito. Se teve uma conduta correta ou não, cabe ao inquérito policial militar [IPM] esclarecer”, disse.

De acordo com o promotor, Lindemberg responderá criminalmente por uma série de crimes. “Pelo que eu já tenho, o crime mais forte é a morte de Eloá. Por este crime, ele responderá por homicídio duplamente qualificado, os qualificadores sendo motivo torpe e sem possibilidade de defesa. Além disso, responderá por tentativa de homicídio qualificado da Nayara e também de um sargento da PM. E ainda quatro processos por cárcere privado e por crime de disparo de arma de fogo. Enfim, são vários crimes pelos quais ele será denunciado”, disse.

Se condenado no final do processo, Lindemberg poderá pegar uma pena mínima de 25 anos de prisão, na estimativa do promotor. O inquérito policial deverá ser concluído em 10 dias; ou seja, até o início da próxima semana, segundo o promotor. A partir daí, ele tem um prazo de cinco dias para elaborar e oferecer a denúncia contra o acusado. “Já tenho a convicção [dos crimes], mas alguns detalhes desta convicção podem ser alterados conforme o término do inquérito policial”, finalizou.

Fonte: Globo

Postado por Cleberson

Nayara diz à polícia que não houve tiro antes da invasão

23/10/2008 Comentários desligados

Ela apareceu sorrindo, carregando um bicho de pelúcia. No rosto, o curativo cobre o ferimento por onde a bala entrou. Na boca, o aparelho implantado de manhã, para substituir o velho, quebrado pelo impacto do tiro.

Nesta quarta-feira, Nayara Rodrigues da Silva nem parecia a mesma menina que chegou ao hospital, cinco dias atrás.

Ainda em recuperação, ela seguiu a orientação médica de não dar entrevistas. Nayara acenou e, em seguida, deixou o hospital.

Sobre o depoimento que ela havia prestado pouco antes, o delegado foi direto ao ponto: Nayara ouviu ou não Lindemberg disparar dentro do apartamento, pouco antes da invasão da polícia?”

“O Lindemberg segundo a versão da Nayara não deu um tiro antes da explosão, o que ela informa é que ele deu um tiro por volta de 15,16 horas, num momento de nervosismo para o teto”, informou Luiz Carlos Santos, delegado.

Segundo o delegado, Nayara disse que, no momento da invasão, ela, a amiga Eloá e o seqüestrador Lindemberg estavam na sala. “Estavam lá assistindo televisão”, disse o delegado.

Nayara disse também que Lindemberg atirou nela e em Eloá depois da invasão. “Com o barulho ela jogou o lençol… e o edredon por cima, então ela não viu Ela percebeu dois tiros e daí em diante não se recorda de mais nada. Não se recorda de ter ouvido o terceiro tiro”, contou.

Sobre a volta ao cativeiro, Nayara deu ao delegado a seguinte explicação: “Tanto não queria entrar, porque ela se viu obrigada diante de ameaça de matar a colega dela”, afirmou.

A mãe de Nayara confirma que não autorizou a volta da filha para negociar pessoalmente com o seqüestrador.

“A informação através do tenente era que ela estava indo lá pra negociar por telefone. E no momento que nós chegamos na escola ela foi levada pra sala de negociações. Eu fiquei do lado de fora, conversando com o irmão mais velho da Eloá e quando virei pra porta ela tava saindo, mas eu não tive nem como falar com ela, porque ela estava ao telefone com o Lindemberg”, explicou Andréia Araújo, mãe de Nayara

Teria sido um erro da polícia? “Estava todo mundo cansado, querendo resolver aquilo logo, se foi uma falha, não sei te dizer como”, disse Andréia Araújo.

A mãe diz que não tem advogado. E que é cedo para falar sobre pedido de indenização do estado. “De acordo com o que for inserido no inquérito, que for provado, se tiver que cobrar alguma indenização, se eu achar que deve ser feito, vai ser feito. A princípio eu não decidi nada ainda”, informou.

Um promotor de justiça acompanhou o depoimento de Nayara. “Eu simplesmente acompanhei, não houve reperguntas porque isso não é previsto em lei, que o promotor acompanhe o ato do delegado. Eu simplesmente acompanhei para dar a garantia da lisura do ato praticado pela polícia”, disse Augusto Folgado, promotor.

Para o promotor, não importa se a PM entrou ou não na hora certa. Para ele, o que conta é a responsabilidade criminal de Lindemberg. “O crime mais grave, claro, é a morte de Eloá. Não resta a menor dúvida da autoria e não resta a menor dúvida do dolo, da vontade de matar por parte do Linderberg”, afirmou Folgado.

Um coronel Eliseu de Moraes que vai presidir o inquérito policial militar para apurar a conduta dos PMs na ação de Santo André.

“O disparo não é o fator primordial, somente ele. O que determina uma invasão é um risco insuportável e a probabilidade de sucesso. O tiro é também um fator determinante, mas ele por si só não é. Podia ser o grito da Eloá lá dentro…”, declarou o coronel Eliseu de Moraes, presidente do inquérito militar.

O coronel informou que os PMs que participaram da ação vão trabalhar normalmente durante o inquérito. “Não há nenhum indicador de que eles tenham cometido nenhuma ação grave, muito pelo contrário eles estavam ali para proteger”, disse.

E, mesmo antes de começar a investigação, o coronel já tem opinião formada. “Não houve erro. A finalidade do GATE era preservar a vida”, falou.

Antes de encerrar o inquérito, a polícia e o Ministério Público vão tentar ouvir Lindemberg Fernandes, o seqüestrador.

Até agora, ele não quis falar nada. O depoimento dele é importante para esclarecer os momentos finais do seqüestro.

A promotoria já anunciou que vai denunciar o rapaz por vários crimes, entres eles homicídio e cárcere privado.

Fonte: Globo

Postado por Cleberson

Nayara conversa com mãe de Eloá pelo telefone

Da Agência Estado

A estudante Nayara Rodrigues da Silva ligou hoje para a mãe da amiga Eloá Cristina Pimentel, segundo o Centro Hospitalar de Santo André, no ABC paulista, onde a garota está internada desde sexta-feira. Ela se recupera de um ferimento provocado por um tiro que recebeu no rosto enquanto era feita refém pelo o ex-namorado de Eloá, Lindemberg Alves, de 22 anos. O conteúdo da conversa não foi revelado pelo hospital, que também não informou se a ligação ocorreu antes ou após o sepultamento de Eloá, no cemitério Santo André, na Vila Humaitá.

Nayara queria ter participado do enterro da amiga, na manhã de hoje, mas os médicos a orientaram a não ir por conta de seu quadro clínico e também pela comoção que o caso produziu. A menina, então, pôde ligar para Ana Cristina. Nayara, de 15 anos, deve receber alta na quinta-feira, conforme avaliação médica. Segundo um grupo de psiquiatras e psicólogos que acompanham a estudante, ela não deverá depor ainda, já que está de luto, nem poderá retornar às aulas. Ela recebeu ontem a noticia da morte de Eloá, também de 15 anos.

O enterro da ex-namorada de Lindemberg teve a participação de milhares de pessoas que se solidarizaram com a família. Desde a tarde de ontem, uma multidão já esperava o corpo da jovem para acompanhar o velório. Até o começo da manhã de hoje, cerca de 30 mil pessoas haviam passado pelo local, segundo a Guarda Civil Municipal. Ela ficou em poder do namorado por mais de 100 horas, o mais longo cárcere privado da história de São Paulo.

Fonte: Globo

Postado por Cleberson

‘Eu me senti revoltado’, diz pai de Lindemberg sobre o crime

22/10/2008 Comentários desligados

O pai de Lindemberg Alves, de 22 anos, José Luciano, que mora na Paraíba e perdeu o contato com o filho quando ele ainda era criança, disse ter se sentido revoltado com a atitude do rapaz. “Eu me senti revoltado, isso não é uma coisa que ninguém faça. Um cara novo que poderia procurar outro caminho, estudar. Não é coisa para ser humano não. É uma coisa muito triste”, afirmou.

Alves manteve a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, refém durante 100 horas na casa da família dela em Santo André, no ABC, em São Paulo. Além da garota, uma amiga dela, Nayara Silva, de 15 anos, também ficou em poder do seqüestrador. Na sexta-feira (17), os dias de cativeiro acabaram de forma trágica. Eloá foi atingida com um tiro na cabeça e teve morte cerebral diagnosticada no sábado (18) e Nayara foi ferida com um tiro na boca, mas passa bem. A garota está internada e deve ter alta na quarta-feira (22).

Fonte: Globo

Postado por Cleberson